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Um milhão de dólares para cabo-verdiano falsamente acusado de homicídio nos Estados Unidos

  • Foto do escritor: ondakriolu
    ondakriolu
  • 4 de dez. de 2024
  • 1 min de leitura

João Monteiro, 64 anos, natural da ilha Brava, havia sido detido em 2019 e acusado de ter assassinado uma menina de 10 anos em 1988 na cidade de Pawtucket, mas a acusação foi retirada sete meses depois porque as provas de ADN não apontavam especificamente para ele como o autor do crime.

João Monteiro deu então entrada a um processo de pedido de indemnização alegando que as provas foram fabricadas pelos detetives para desvendar um caso insolúvel desde pr mais de três décadas. O processo alegava que João Monteiro havia sido detido sem causa plausível, privado dos seus direitos constitucionais e erradamente detido e caluniado.

João Monteiro foi acusado em 2019 de ter assassinado uma menina de 10 anos em 1988

Desde então, disse ele, “perdeu trabalho, casa e dignidade”.


Os trâmites do processo de indemnização duraram dois anos e para evitar uma decisão judicial João Monteiro aceitou receber um milhão de dólares pelos danos causados, mas para o cabo-verdiano o dinheiro jamais será suficiente para reparar os danos causados à sua reputação.


“ Onde seja que eu vá, pessoas apontam-me o dedo e acusam-me de criminoso”- disse ele . E é por isso, mas também porque receia pela sua segurança, que já não sai mais de casa nem convive com a comunidade.“Dinheiro não é nada” - concluiu ele . “Eles destruíram a minha vida “

 

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